quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pra eu te amar cada vez mais.


Adoro cafuné [ e quem não gosta?], acaricie minha mão e meu cabelo.
Chegue de mansinho pra não me assustar, mas não tão manso pra eu não me cansar de esperar.
Tenha sua própria vida, seus amigos, seus compromissos.
Mas tenha tempo pra mim, e me inclua no cachorro-quente em dia de semana. Me conte seus antigos casos de amor, suas aventuras e viagens. Me faça rir, seja bem-humorado.
Me conte o motivo de sua dor de cabeça, me fale de sua família. Me chame pra passear com seu cachorro.
Viaje sem mim e me traga uma lembrança pra que eu saiba que estive em sua memória.
Acredite nas minhas verdades e nas minhas mentiras, que serão por um bom motivo.
Sinta ciúmes de mim, mas um ciúme muito suave, e saudável.
Respeite meu choro, minha crise existencial, minha TPM. Me deixe sozinha quando eu precisar.
Não me obedeça sempre, fique uma noite sem ligar. Isso alimenta a paixão.
Me abrece e me beije publicamente, me apresente aos seus amigos.
Cozinhe pra mim, alugue um filme, compre um vinho.
Tenha um perfume delicioso e saiba se vestir, mas não se arrume demais.
Alterne os programas caseiros e agitados, e me leve junto.
Preste atenção quando eu falo, se interesse pelos meus problemas. Tenha um bom papo, e nunca se gabe de nada.
Goste de músicas calmas, leia, goste de algum esporte além do snooker.
Seja alegre, animado, daquele tipo que topa qualquer programa.
Goste de fazendas, rio, mato, barraca, acampamento, cavalo, vida caipira.
Me respeite, nunca tente me forçar a nada, se não quero, não quero.
Não queira ter 7 filhos, não mencione que tem medo do casamento.
Me chame pra missa, e pro churrasco dos seus amigos.
Me deixe dirigir seu carro, divida uma cerveja comigo.
Grave um cd e diga que achou minha cara.
Diga bobagens com seus amigos.
Não fume, beba socialmente, e seja meu parceiro fixo no baralho [ e em tudo mais].
Não goste de política, e não tenha nenhum fanatismo.
Seja responsável, mas não seja sistemático.
Me massageie e me traga bombons ao voltar do trabalho.
Aprenda violão, cante pra mim. Me mande flores, me ligue no meio da madrugada e diga que sonhou comigo.
Trate bem minhas amigas e minha família, goste da minha mãe
Chegue em minha casa sem avisar no horário de almoço.
Não espere uma iniciativa minha, não espere que eu te ligue, que eu diga o primeiro eu te amo. Sou muito orgulhosa, e alguém tem que dar o primeiro passo.
Mas o essencial é que me ame, que queira e deseje só a mim.
Que me trate bem, me faça bem, me faça completa, e queira me agradar.
Cada coisa citada, são só referências, só formas de alimentar o amor, pra não deixar que ele morra, e que pelo contrário creça cada dia mais.
Mas para ele nascer, nada disso é suficiente.
Ama-se pela compatibilidade, pela paz que a companhia de alguém te transmite, pela facilidade de te arrancar um sorriso ou de te atormentar. O amor não requer conhecimento prévio. Ele acontece sem esforço algum.
Romanticos, carinhosos, fiéis, honestos, existem aos montes.
Mas o amor da sua vida, ahh.. ele é único. E por mais que não seja do jeito que você sonhou, é ele que vai te fazer feliz, seguindo ou não seu manual.

Meiguice enjoa.


Definitivamente, de inha eu não tenho nada. E me irrito com quem tem.
Aquelas vozinhas meigas, os anéizinhos de ouro, florzinha do cabelo. Nada mais GRRR.
Aquela coisa melosa tipo protagonista da Malhação, que abrem mão do namorado pra inimiga só porque não gosta de ver os outros sofrerem. Daquelas que não saem no fim de semana, e no máximo vão ao shopping com os pais e os priminhos, que riem pra todo mundo, que ajudam todo mundo. Chegam a me embrulhar o estômago.
As inhas não têm tempero, não têm mistério, não surpreendem, não decepcionam.
Ser boa é bom, mas as boazinhas são sem defeitos, PH neutro.
Porque a boazinha é coitadinha, namoradinha, patricinha, engraçadinha, fofinha…
Inhas não têm TPM, não dão crises de ciúmes, não gritam, não chingam, não ficam nervosas, não beijam alguém que acabou de conhecer, não dançam, não usam vestidos colados, não vão em micaretas, e acho que nem vivem também.
Se guardam demais e limitam todas as fases de suas vidas.
Nada mais encantador e atraente que o mistério, a sensualidade.
Perfumes doces, batons vermelhos, esmaltes escuros, taças de vinho, um sorriso provocante, um olhar interessado, uma voz desconsertante. Inhas não se encaixam.
È essencial ter crises, ataques de nervo, atitude, ser complicada, persistente, apressada, ciumenta…
São adjetivos caracteristicos, enigmáticos…
Mas confesso que algumas características das destemperadas são invejáveis. A educação, a bondade, a calma.
Mas não tão invejáveis para que faça com que nós mulheres deixemos de optar pelos pensamentos mais complexos, pelos sentimentos mais fortes, pelos vícios e pelos delírios. Pelas bebidas fortes, pelos desejos vulgares, e pela vida mais intensa.
Fala a verdade, o que é que as boazinhas vão contar pros netos delas ?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Devir.

"Devir é o desejo de tornar-se. Traduz-se de forma mais literal a eterna mudança do ontem ser diferente do hoje,nas palavras de Heráclito:"O mesmo homem não pode atravessar o mesmo rio, porque o homem de ontem não é o mesmo homem, nem o rio de ontem é o mesmo do hoje". O devir é a lei do mundo."
Conforme o tempo vai passando, vamos amadurecendo, e passamos a notar mudanças na nossa personalidade, que nunca esperávamos ver.
O que tinha tanto valor, e acreditávamos que iria ser indispensável pra sempre, de repente não tem sentido algum, e é descartado.
Aquilo que não tinha importancia, nem conheciamos a existência , passa a ser essencial, nosso delírio, nosso vício.
Quem te fazia morrer de amores não te afeta mais. Aqueles joguinhos de conquista, a vergonha de se expressar , o orgulho, não têm mais tanta intensidade.
Tudo parece ficar mais comum e aceitável, quando antes era um absurdo, era polêmico.
Passamos a ficar mais seletivos também. Não é qualquer muleque que agrada, não é qualquer festa que diverte, não é qualquer companhia que queremos ao nosso lado.
Passamos a selecionar os diamantes, a escolher pessoas de bem, pessoas que têm gostos e sonhos em comum.
Vamos trocando nossos olhos de acordo com o tempo, as coisas não são vistas como eram à alguns anos.
Mudar, mudanças são nossa sina. Elas acontecem, planejadas ou não, desejadas ou não e voluntárias ou não.
Ao mudar devemos saber escolher o que levar e o que descartar. È preciso saber manter os bons valores, a ética, e deixar a brecha para o que é novo e proveitoso.
Chega um dia em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É a lei, o amadurecimento, e, se não ousarmos fazê-lo teremos ficado para sempre, antiquados e mal vividos.
Mudar as vezes nos acovarda. Temos medo dos desafios que podemos encontrar pela frente, e para evitar, preferimos não arriscar e continuar com o mesmo pensamento e as mesmas atitudes, caminhando sem progredir.
Mudança alguma acontece sem um incoveniente. Toda perda dói, toda despedida rende lágrimas saudosas, mas sem mudança não há como existir progresso.
As coisas mudam, querendo ou não. Só temos que escolher entre nos adaptarmos às mudanças ou sofrer com elas.