quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vamos nos permitir!


Tem dias que bate uma saudade, não uma saudade de uma pessoa em si. Saudades dos momentos, da rotina. Das tardes, das mãos unidas, do telefone tocando, das gargalhadas, dos filmes em dias frios. Saudade de ter alguém que nos desperte um sentimento.
Todo momento bom, futuramente dá aquela angústia ao ser relembrado, aquele anseio de ter feito algo diferente, aproveitado mais, tornado o momento mais intenso.
Mas sabemos que não é possível voltar atrás. Fez, está feito.
É da nossa natureza pensar muito antes de fazer. Temos receio de demonstrar o que estamos sentindo. Dizemos "te adoro" quando a vontade é gritar: " Cara, eu te amo DEMAIS! Nem consigo me imaginar sem você!"
Quando estamos com raiva, a ponto de explodir, muitas vezes não queremos demonstrar e ignoramos. Se quem te deixou com raiva percebe que você está diferente e pergunta o que houve, você põe a culpa em si mesma, "hoje eu tô de TPM".
Esse orgulho... Ah, é uma pedra no sapato!
Ele limita nossos momentos. Não deixam eles serem tão intensos quanto deveriam.
Por isso é que devemos aprender a demonstrar, nos permitir. Quando tem algo entalado, que você segura pra não dizer, não espere passar a oportunidade, e diga! Certamente o arrependimento de ter dito vai ser menor, que o de manter aquilo preso à garganta.
Tudo na vida, todos os momentos bons ou ruins, não acontecem duas vezes. A cada silêncio, cada palavra, cada conversa, as decisões que tomamos definem o nosso futuro.Aquela agonia de saber que não tentamos todas as possibilidades, que já é tarde demais para consertar o que passou, é uma sensação horrível.
Evite-a, seja oportunista! Não deixe de dizer eu te amo, não deixe de demonstrar sua raiva contando que não machuque ninguém.
A vida é feita de minutos únicos e marcantes.
São importantes e rápidos detalhes que não podemos voltar e viver novamente, não da mesma forma.
A sua felicidade é você quem faz, não espere a iniciativa de ninguém.
Como já dizia Lulu Santos:
"Não há tempo que volte amor, vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos permitir!

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